China proíbe comércio de marfim a partir de 2017!

 

A China, líder mundial no consumo de marfim, anunciou que vai proibir o comércio no produto no país até o final de 2017.

Essa decisão é uma vitória para os ambientalistas, que afirmar que isso deve ajudar a conter a caça e reverter as mortes em massa de elefantes na África.

“O anúncio da China é de extrema importância para a preservação da espécie. O comércio em grande escala do marfim enfrenta agora seus anos crepusculares e um futuro brilhante para os elefantes selvagens. Com a proibição do comércio doméstico do marfim nos Estados Unidos no começo de 2016, dois dos maiores mercados de marfim do mundo estão perdendo forças”, declarou Carter Roberts, CEO da WWF (World Widlife Fund).

A decisão é um golpe para a indústria global de marfim, sustentada em grande parte pela demanda chinesa. A medida foi tomada após anos de pressão de grupos nacionais e internacionais para que Pequim interditasse esse comércio, que ameaça a extinção de elefantes africanos.

O Conselho de Estado Chinês disse, em comunicado, que o fechamento da indústria de marfim ocorrerá em fases começando, no final de março, pelas fábricas de processamento e lojas de varejo.

O governo vai ajudar os trabalhadores do setor na transição para outras profissões, como escultura em madeira e osso, ou restauração de artefatos em museus.

Quem já possui, atualmente, produtos de marfim poderá manter, transferir como presente, deixar de herança a descendentes ou vender os mesmos em leilões supervisionados, depois de ter aprovação oficial.

As autoridades também vão lançar campanhas para educar as pessoas sobre a crueldade no comércio do produto.

Na China, o marfim é um símbolo de riqueza e status. A demanda chinesa ajuda a sustentar uma indústria de caça ilegal que mata entre 20 mil e 30 mil elefantes por ano, segundo o WWF.

Antes da colonização europeia, cientistas estimam que o continente africano tinha mais de 20 milhões de elefantes. Em 1979, o número caiu para 1,3 milhão; entre 2007 e 2014 a população de elefantes despencou cerca de 30%.

Atualmente, o continente tem apenas 352.271 elefantes-da-savana. Mantendo o ritmo atual de declínio (8% ao ano) restarão apenas 170 mil elefantes em 2025, o que torna a extinção praticamente certa.

A China é o principal destino para o marfim africano desde 2002, segundo dados do Elephant Trade Information, uma ferramenta de monitoramento internacional.

Nos últimos 10 anos, mais de 100 mil elefantes foram mortos na África apenas para abastecer o mercado de marfim na China. De tão valioso, alguns investidores chineses chamam o marfim de “ouro branco”. Especialistas estimam que os consumidores chineses recebem até 70% da oferta global de marfim.

O país conta com 34 fábricas de processamento de marfim e 143 centro de vendas. Todos devem ser encerrados até o final de 2017.

Esse pode ser o maior sinal de esperança para os elefantes desde o começo da crise da caça aos elefantes.

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