Como resolver a vida de um cão urbano?

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Esse texto não é escrito pela My Pet’s Nanny, porém reflete muito o que vem acontecendo com alguns animais e, com certeza, é válido para uma boa reflexão!

“Faça de conta que você é um cachorro. Seu dono pega a coleira e vocês saem para um passeio de manhã – se você tiver sorte, quem sabe à noite ele repita a dose. No resto do tempo, 98% do tempo, você fica no quintal ou enclausurado dentro de casa. Seu grande passatempo é tentar chamar a atenção do seu dono. Só que ele dificilmente tem tempo, ou energia, para brincar o tanto que você quer, até a exaustão. Ou você fica doido, ou começa a descontar a frustração fazendo o que não deve: rasga roupas e sapatos, faz xixi no sofá, come sabão, rosna enciumado quando alguém se aproxima do seu dono… Acredita-se que 42% dos cães tenham algum tipo de problema comportamental. E seus donos estão resolvendo isso do jeito moderno: com remédios. Já existem ansiolíticos, antidepressivos e até inibidores de apetite para cachorros.

Nos EUA, primeiro país a liberar essas drogas, a coisa pegou. Em 2003, 25% dos cães americanos tomavam algum tipo de remédio. Hoje, são 77%. Mas será que é justo drogar nossos cachorros para que eles se adaptem melhor ao estilo de vida moderno, com pouco espaço e muita comida? “Muitos dos supostos ‘problemas’ são, na verdade, parte do comportamento normal dos animais”, afirma o veterinário Nicholas Dodman, da Universidade Tufts, nos EUA. O desenho animado 101 Dálmatas fez com que muita gente quisesse ter um cachorro dessa raça. Só que o dálmata foi criado, no século 19, para ser um cão de guarda: dominante, territorial e às vezes agressivo. “Isso contraria a expectativa das pessoas. Elas acham que os dálmatas são amigáveis como no filme da Disney”, afirma Dodman. Dopar os cachorros pode parecer cruel, mas não é totalmente inválido – os calmantes poderiam poupar muitos dos 1,5 milhão de cães que são sacrificados, todo ano, porque morderam alguém (e isso só nos EUA). Nossa relação com os cachorros já não é tão harmoniosa.

Ficamos tão acostumados a tratá-los como bebês que frequentemente nos esquecemos de algo primordial: o cachorro quer, e precisa, que mandemos nele. “Se o dono não sabe o que quer do cachorro, o animal não vai saber se comportar”, diz o especialista húngaro Ádám Miklósi. E cientistas dos EUA conseguiram provar o que sempre se suspeitou: o temperamento do cão é diretamente influenciado pela personalidade do dono. Donos carentes e/ou inseguros têm cães mais ansiosos e agressivos, independentemente da raça. Paparicar demais o cachorro, como é comum hoje em dia, também faz mal para a cabeça dele. “Quando o dono é muito apegado, aumenta o risco de que o cachorro desenvolva síndrome de separação”, diz Dodman, autor de vários estudos a respeito.” Fonte: Revista Isto É

Em suma: para que o seu cachorro seja independente e feliz, você também precisa ser. Para que ele possa ter uma vida saudável você precisa proporcionar isso para ele também. Se não tiver tempo suficiente, busque ajuda com serviços de Pet Sitter, Dog Walker, creches entre outros!

Andressa Gontijo – Médica Veterinária e fundadora da empresa de Pet Sitter My Pet’s Nanny

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