IBAMA viu abuso no caso do cavalo pintado e advertiu a Hípica de Brasília.

O IBAMA resolveu advertir, por abuso animal, a Hípica de Brasília que convidou as crianças a pintarem um cavalo durante uma colônia de férias. A hipótese mais grave de maus tratos foi descartada após análise.

“A atividade foi considerada reprovável e sujeita a autuação”, segundo a nota emitida pelo IBAMA. Na advertência, o órgão de fiscalização ambiental considerou a atividade como uma conduta delituosa, que não deverá ser repetida.

Como o animal não sofreu nenhuma sequela e a escola tem histórico de resgate de animais em situação de maus tratos, a advertência do IBAMA não foi acompanhada de multa ou punição mais grave.

Em nota, a Escola de Equitação da Sociedade Hípica de Brasília confirmou o recebimento da advertência e disse que tem 20 dias para entregar os demais documentos exigidos.

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“Em nossos 41 anos de experiência e notoriedade no meio hípico nacional e internacional, reafirmamos o nosso compromisso de cuidado com todos os nossos animais, assim como nosso repúdio a qualquer indício de maus tratos e nos comprometemos a tomar todas as atitudes necessárias para que a lei seja cumprida e que o bem estar dos animais seja preservado”, afirmou a Hípica.

Segundo o IBAMA, o projeto pedagógico da atividade foi escrito para atender à notificação; quando as crianças participaram da pintura o documento ainda não tinha sido elaborado.

“[…] Também informou que não possuía projeto pedagógico escrito quando a atividade foi realizada, mas que o solicitou para o atendimento à notificação. Visando formalizar a data de protocolo, informou que solicitou inserir no projeto a data retroativa”, aponta a advertência.

No documento, o IBAMA não observou nenhuma malícia por parte da direção da Hípica, mas alegou que a atividade não fazia parte de um projeto pedagógico que sustentasse a iniciativa.

O órgão de fiscalização ainda disse que, além de não ter um projeto, a proposta era extremamente simples e não tratava de questões importantes como, por exemplo, por que a pintura é necessária, apesar de outras possibilidades de aproximação; qual a avaliação dos resultados dessa atividade; por que ela foi realizada no último dia quando, caso não fosse eficiente, não haveria outra oportunidade de aproximação das crianças e o cavalo; qual foi a avaliação da percepção das crianças, inclusive de respeito pelo animal, ou se houve alteração dessa percepção depois da atividade.

“[…] Depreende-se que a atividade se resumiu a uma proposta de pintar o cavalo. Uma atividade lúdica, mas sem uma proposta pedagógica elaborada e específica que a respaldasse. Assim, não existiu proposta pedagógica que afaste o uso inadequado que a população denunciou”, escreveu o IBAMA na decisão.

Apesar de considerada pedagógica pela Hípica, a atividade foi vista por ONGs de direitos dos animais como maus tratos. Uma fiscalização mostrou que o cavalo estava em boas condições, mas o IBAMA pediu que o programa pedagógico fosse submetido à análise.

Nós esperamos que todas as crianças aprendam a respeitar e amar os animais sempre! ♥

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