Você sabe como fica a guarda dos animais em casos de divórcio?

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Há muitos anos os animais, perante a lei, eram vistos como bens materiais e deveriam ser repartidos como tal, ficando o cachorro, gato ou outro animal para um dono cuidar e pronto.

Uma separação nunca é fácil, decidir o que fazer com os bens materiais, com os filhos, e com os animais, pode ser algo bastante estressante e cansativo.

Um animal em uma família é, muitas vezes, visto como um filho.  A dedicação dos donos, os cuidados, o carinho e amor! E não só isso, um animal gera gastos mensais com veterinário, alimentação, medicações, entre outros.

Na maioria das vezes homens e mulheres se dedicam igualmente, os amam, sentem falta, passeiam, levam no veterinário e cuidam. Os animais, por sua vez, escolhem um dono e se apegam mais à ele, deixando essa separação ainda mais complicada.

Diante dessa nova dinâmica familiar, a justiça começou a analisar os casos dos divórcios onde existiam animais de outra maneira, casos estes cada dia mais frequentes.

Não cabia mais decisões práticas nesses casos de separação como, por exemplo, cada um do casal vai para um lado e os animais ficam com um só.

Juízes passaram então a aceitar a guarda compartilhada para os pets, onde os animais poderão ser cuidados pelos dois. Inclusive pode-se aceitar que os animais passem dias com uma pessoa e dias com a outra pessoa do casal.Como ainda não existe lei para isso, os casos de partilha de animais estão sendo tratados na Vara da Justiça caso a caso e, nessa decisão, pode ficar resolvido quem ficará com a guarda do animal, se haverá partilha também dos gastos, dentre outros assuntos.

Andressa Gontijo – Médica Veterinária e fundadora da empresa de Pet Sitter My Pet’s Nanny

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